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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A moça do jardim

Foi dia de chuva, noite de neblina.
Foto meramente ilustrativa (arquivo pessoal)
Isso bastava para que os sonhos brotassem.

Sorriso no rosto da mulher
inocente tinha nada.



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Clicks - eu-menor que o mundo

Abro meu Carlinhos e apago a noite numa total devassidão de pensamentos:

O mundo é tão povoado... 
Chego me achar anormal 
por não pensar e sentir 
como todos os outros os fazem.

Tenho meu mundo de tristezas
resguardado junto ao pôr-do-sol:
discriminam-me.
Preciso de solidão,
essa amiga íntima
que derruba qualquer
mal-estar de bem querer.

Os que não sabem serem sós dentro de si mesmos, é loucura acelerada.



Abro meus braços e deixo cair. 
Não creio que há soma quando se pode dividir.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Leitura

Atendo ao celular:
- Oi amiga... Tá boa?
- Amiiigaaa!! To bem sim, e você? O que está fazendo?
- Lendo...
- Você não disse que ia descansar?
- Sim, estou descansando.
- Mas lendo?
- É... ler me descansa.
- Você precisa distrair, desligar...
- Infantojuvenil me distrai.
- Vamos pro clube?
- Ai, preciso descansar... Não vai dar!
- Mas vai perder o dia lendo?
- Não, vou ganhar meu dia lendo...
- Credo, você é tão grossa!!!
Sem mais...











Imagens retiradas daqui ó: http://manualpraticodebonsmodosemlivrarias.blogspot.com/
O blog que não me deixa achar-me esquisita!!!

sábado, 8 de outubro de 2011

Falar por falar

Não gosto de pessoas que falam da boca pra fora. Primeiro porque odeio tautologias (ou pleonasmo, se preferirem), segundo porque acho uma falta de respeito com o interlocutor.

Tautologia sim, porque se se fala, deve ser da boca pra fora, o contrário, da boca pra dentro, não seria fala.

Meu ouvido não é pinico, já diz o ditado. Eu concordo! Não sou obrigada ouvir um 'eu te amo' desimportante, muito menos uma promessa sem fundamento.

Hoje em dia não se pode confiar mais a torto e à direita em qualquer pessoa, confio apenas nas atitudes, as ações são espelhos de sentimentos. Se ouço algo, espero que isso se realize no plano físico antes de acreditar na fala alheia. Se gosto disso? Claro que não! Mas fui obrigada a me tornar essa pessoa desconfiada.

Em dicionário de frases prontas, li que o termo falar da boca pra fora quer dizer que a pessoa falante não diz o que realmente pensa. Mais um motivo para eu não gostar desse tipo de fala, a pessoa fala sem pensar? Como é possível se o cérebro comanda tudo? Pra mim, essa explicação quer dizer que a pessoa mentiu, fala o que não acredita ser verdade.

Mas então, por que fala? Pra deixar o interlocutor feliz? Para magoar? Na minha opinião, tudo se resume em falta de respeito ao próximo e a si mesmo.

Fico triste com isso.

A verdade, valor primordial que acompanha o amor, está sendo deixada de lado, e junto disso as virtudes da amizade e da confiança. Sobre respeito então, nem comento pela falta de paciência que já estou por ouvir, acreditar e quebrar a cara (metaforicamente).

Antigamente, as pessoas davam sua palavra como acordo verbal em um pacto, juras de amor ou para qualquer outro fim. Cumpria quem tinha caráter, coisa rara hoje em dia.
 
Tento ao máximo me adequar a isso tudo e sei que você, leitor honesto e de princípios também. Sei que é difícil aos bons, e hilário aos maus ler esse texto. Mas garanto que para produzi-lo, foi bastante doloroso.

domingo, 2 de outubro de 2011

BROMANCE

É o mesmo que homosociabilidade...
Bromance é uma combinação das palavras "brother" e "romance", é um termo que foi cunhado no final dos anos 90 para designar o relacionamento íntimo entre dois homens, sem nenhuma conotação sexual, sempre sem envolver sexo, apenas a velha e boa amizade.

O exemplo clássico e real de bromance é Brad Pitt com George Cloneey, amigos inseparáveis na ficção e na vida real.

 Se você quiser se aprofundar nessa questão de uma forma leve e bem-humorada assista à comédia "Eu te Amo, Cara" (2009), dirigida por John Hamburg. Tal comédia anunciou um verdadeiro manifesto dessa tendência comportamental. O tema até ganhou um reality show na MTV americana, onde a cada episódio, um cara tenta arranjar um "melhor amigo" para curtir games, música, baladas e outras maravilhas criadas para entreter os indivíduos do sexo masculino.


Outro bromance acontece na série norte-americana Scrubs onde dois amigos e médicos: Dr John "J.D." Dorian e Dr. Christopher Turk interpretados por  Zach Israel Braff  e Donald Faison, respectivamente; são best friends e dividem casa, trabalho, mas têm namoradas e até noiva. É uma comédia esteotipada e divertida que sempre traz uma 'lição de vida' no final.

Pode parecer banal ou descontextualizado esse tema, mas o bromance não é nada novo e explica comportamentos contemporâneos.

Platão e Aristóteles
('Escola de Atenas'
 de Rafael, 1510)
Aristóteles, no ano 300 A.C., abordou o assunto. "São aqueles que desejam o verdadeiro bem de seus amigos que são os verdadeiros amigos, porque cada um ama o outro por aquilo que ele é, não pelo que ele quer que essa pessoa signifique", já dizia o filósofo grego.


Pesquisas sobre amizade e masculinidade mostram que os jovens e adolescentes estsão emocionalmente mais abertos a uma amizade íntima como seus amigos homens, seus "bros", sem preocupação de serem tachado de gays mesmo vivenciando momentos de profunda intimidade com seus colegas do mesmo sexo.
Atualmente, garotos também saem cusamigu para papear, contar o dia... Será que fazem compras juntos também?

Pode parecer uma grande forçação de barra essa história de bromance, mas muitas pessoas têm achado  esse comportamento bastante simpático, civilizado e moderno. Amigos de infância ou da atualidade, que têm alguém para contar, conversar ou passar as férias. Sem algum interesse mais íntimo, só para falar m#$%@ bêbado, tocando violão ou numa hora de fossa...
Sintetizando tudo isso em uma só palavra, bromântico!

Não é comportamento isolado, o bromance acontece no mundo todo e especialistas comportamentais debatem o tema cada vez mais. O bromance faz bem para o indíviduo pois ajuda construir valores e princípios um tanto esquecidos na pós-modernidade, como companherismo, respeito ao próximo, individualidade e amizade.




Ah sim! Agora ficou mais fácil para algumas mulheres entenderem as mensagens de madrugada, ou o "eu te amo, irmão!Beijo" no final das ligações do namorado!
:)

Read more: roulets#13: Do BROMANCE http://roulets.blogspot.com/2009/05/do-bromance.html#ixzz1ZfIzlxZz
http://www.roulets.blogspot.com
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A sala de aula em 2012


*Texto  feito  para atividade avaliativa da formação de mediadores do UCA, 
promovido pela PUCMINAS

          A professora entra na sala de aula. Os alunos estão em pé, conversando e até gritando. A troca de professores ainda existe no ensino e domar trinta adolescentes nesse curto espaço de tempo é missão impossível até para uma super nany. Mas adultos maduros já reconhecem que alunos são humanos e não bichos domesticáveis que devem ser domados.
          E ela, ser humano que é, não se incomoda com o que os outros professores chama de bagunça e indisciplina, pois confia em outros seres humanos (alunos), ela sabe que quando for a hora certa de concentrar, concentrarão. De maneira natural ela chega à mesa principal, ainda destacada à frente e no canto oposto à porta, dispõe seus materiais: netbook, livros didáticos, cadernos, dicionários e estojo. Deseja bom dia à classe enquanto abre e liga o seu netbook. A esta hora a classe já está se organizando e diminuindo a agitação. Dirige-se ao centro da sala e pede:
        - Peguem seus PC´s, por favor, pois precisamos organizar o blog. Algumas pessoas não reorganizaram seus escritos e está faltando um detalhe no estudo da sintaxe no texto proposto na aula passada.
                Atenciosamente, os alunos que ainda não estavam conectados começam a ligar seus netbooks. Um grupo se formou no canto direito. Ela anda pela sala com o PC em mãos e vai ver o que está acontecendo no grupo. Os alunos estão rindo e vendo no Orkut fotos de um perfil fake criando exclusivamente para promover bullying a uma aluna do sexto ano. Ao notarem a presença da professora, os alunos tentam disfarçar e diminuem a tela do navegador em questão. O menos ruim é que o blog da turma já está aberto e logado. Gentilmente ela pede que eles desfaçam o login do Orkut e se atentem à aula. Pedindo-se de forma educada, a reação é imediata. O século XXI chegou, mas as relações humanas ainda são misteres.
                 A aula prossegue como o planejado: os alunos que já haviam realizado a atividade ajuntam-se aos que ainda não a fizeram, todos terminam. A professora auxilia, explica, reformula conceitos e resumos na lousa e indica as abas corretas que devem acessar para tentarem resolver por si mesmos as dúvidas.
Acabaram as atividades do blog, deixaram em modo de espera os netbooks para darem sequência ao material didático impresso, apenas uma revisão do que já foi passado por vídeos e no blog.
Como a atividade virtual demorou mais que uma aula, e as atividades do livro didático resolvidas com agitação, a professora resolve passar no quadro negro o roteiro da tarefa e próximas atividades. Os escritos não devem ser obrigatoriamente copiados no caderno, é preferível que prestem atenção e se quiserem, depois, podem anotar ou no caderno ou na pasta RELATÓRIO que se completa vale pontos na avaliação final do bimestre.
            - As atividades da tarefa estarão disponíveis no blog ainda hoje. Responder nos comentários depois de ler o texto linkado na postagem e assistirem ao vídeo.
O sinal soa, acabou a aula. Antes de sair da sala, a professora escreve em seu caderno de planejamentos: reformular a tarefa, o vídeo e texto para análise devem conter o assunto bullying. Daqui dois dias ao entrar na sala ela não usará o PC e sim uma roda na quadra onde todos debaterão o tema proposto e necessário.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Concurso de animal

Largas passadas
no bosque das sombras.
Aproximam-se as antas,
espécie extinta
de pensamentos e mais.

Mas hey!
Pode-se chegar...
Já estive acostumada a tal.
e nada pode deter
bravura de baixa gente.

Estatura que me mede
Mete medo em sadias mentes.
Eu não me importo
com concurso de animal

Afinal,
essas pessoas que me estorvam,
nem sabem assim, como se faz.

sábado, 18 de junho de 2011

Note as notas amontoando mente sadia

Que coisa irritante esse RÉ menor que não se desenvolve por si próprio. Fica martelando amarelos, pintando verdes pingos de uma coisa que escorre aos fios de metal entre dedos calejados de tanto o tocar. Pus!

Seria devaneios o que a tal nota mais pretende? Ou apenas molejo de notas desconexas que voam no ar como melodia sonora para um bom entardecer?

Sem pretensão alguma, o bemol aparece querendo ajudar a mais sublime das notas. Entre acordes espantados o tom desce um pouco para a voz entrar... Era só o que me faltava: musicaram a carta que eu escrevera há tempos movida por paixão desmedida.

Vejo como o mundo fica mais mudo quando as palavras alheias saem da boca de quem não as têm. Rio de nervosa, penso mais sombreamente quando ouço letras sobrepostas em canções alheias. Isso soa tanto a hipocrisia que temo nunca mais conseguir parar o tempo.

Para completar o espanto, que por mim poderia ter parado no momento bemolístico, inseriram um MI bem redondo para finalizar o dedilhado... Justamente na parte do 'eu te odeio'.

Musicaram minha carta sem a devida permissão. Eu teria dito sim, claro. Mas agora prefiro ficar com o não. Por puro medo de um dia escreverem minha vida sem anuência uxória.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Internet

* Paródia da música PELA INTERNET (http://letras.terra.com.br/gilberto-gil/68924/) de Gilberto Gil. 
Já tenho um web site
To na rede desde sempre
Era um 486
O negócio era discado
Nada de largura
Em suas bandas e linhas.

Conheço gente do Japão
Sou amiga da Austrália
Visito os museus
Mais antigos
Que hoje são modernosos.
Têm suas home pages
Adoro meu Kandinsky
Que copiei e salvei no PC.
Tudo numa rede
De debate e fóruns.

Comprei um laptop
Que o branquinho tava difícil
Pra conversar, o twitter não acessava
A página do MEC travava.

No Orkut os alunos
São amigos e seguem
Comunidades de crase,
Preposições e concordâncias.
Fazemos trabalhos na rede social
Adicionamos escritores e artistas.

Estudo, faço tudo
Cursos e debates,
Analiso, reviso e trabalho
Tudo de casa, sentada, confortável.
Já fiz também na praia.
Recebo encomendas
Respondo via chat,
Ou por MSN, minha vida é a rede.

segunda-feira, 16 de maio de 2011








A moça esconde-se atrás dos óculos
que refletem luz diante do sol.


Mas ela mesma, nada ilumina.
Escurece, põe o sol na caixa, fecha o ISO e vai dormir.
Só! 
Nada sai.
Nada fica.