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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Paraíso I

Quando eu for embora,
vou direto ao paraíso
para ver onde está a melhora
prometida para o meu país.

Quando eu lhes deixar
vou voar ao encontro do mar
vou voando, procurando
um amor que nunca existiu.

Se o sol brilhar, ventos anunciarão:
linda manhã de bem fazer.
Mas se o dia for branco
pode-se fazer o que bem entender.

Poemas e músicas não terão hora para acontecer.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Vó faz ler

Não posso ler Cora
Sem que me lembro de vovó.
Gosto tanto delas...
Mesmo mortas.
IMORTAIS

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

domingo, 3 de outubro de 2010

Mania de Manoéis

Pego Bandeira, encho de Barros. Sai mania de manoéis.


De barro,
de bandeira.
Acordei cheia
de palavras manuelísticas.
Essa minha vontade de Manoel
Nem sei bem se cabe em letras e poemas.
Se guardo em águas ou caminho por Recife.
Sei que ajudam a ver o que se está visto e ponto.
Pronto pra caminhar em ruas de balões
ou descontar palavras.
É dia de Manoéis.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Paródia

Esse moço anda diferente,
já não me conhece mais.
Está pra lá pra frente,
está me passando pra trás.

Esse moço está decidido 
amadurecer sem pensar.
Ele só sai sem chamar, 
que é pra ninguém reparar.

Eu cultivo poemas e prosas
achando que é muito bom.
Ele me olha de cima e
vai reinventar o som.

Faço um livro todo lírico
que não lhe desperta carinho.
Ele quer beber de monta aos amigos
e eu amar e casar.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

II concurso de animal

queria animal
algo meio irracional
pra não saber sentir
pena
às duras penas
as pernas sobrevivem
e voam, por mais que no chão estão
e param e sentam: 
corpo que pensa
não está são.
Mas não
Somos

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sobre quem quer que seja - Brasileiros guerreiros


Cada ser é tão certo em ser si mesmo.
E é tão lindo de se ver um coração fiel ao que se sente.
Isso sim faz um verdadeiro guerreiro. Guerreiro da dor de ser brasileiro.

Eu admiro tanto quem trabalha muito pelos seus que às vezes paro e fico pensando, lembrando
de uma época em que falar e não fazer era a regra, comentar e cair no erro de alheio era natural.E ai de quem dissesse verdades!
!Ai se fosse!

Palavras sinceras, olhar puro e cativo. Brasileiros guerreiros
Espalham alegria, amizade e amor.
Cheios de estrelas
Eu amo todos vocês.



Seus maracatus veem é em tonelada.
E merecemos.
Vocês merecem
Toda felicidade.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

PENEIRA DE BALDE


Ser tão 
Rosa de
Ver e das
secas.
Une verso 
de cantada,
Guimarães prosa
faz balde de peneira.
Sacie pensamento
Que de distante,
só mel.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sagrada Sagarana

Jagunços, terra seca
A boiada é Boiadeira
O cerrado é a bandeira
Dessa gente brasileira
 
No meio de tanto sofrimento
Águas sujas, filhos sedentos
Barreiros viram artesanato
E  a arte do capim do mato
Já não traz padecimento

Montanhas ao longe?
Mar salpicante?
Que nada acorde
Nos livre da morte
Oh! Trabalho edificante

Os sons são assim mesmo
É a marcação, do sertanejo
Zabumba choro barroco
Erudito, farinha e queijo
Toucinho de pele de porco
Manteiga, doce e confeitos

Tudo é arte nesta terra
Tem Culinária da Benta
Bolo de milho em farelo
Agente ta que não se agüenta
No pica-pau-amarelo

No leito do são Francisco
O sertão sou eu, e todos
Guimarães e suas belezas  
Água pura sem lodo
Dos grandes sertões veredas

Quanto maior o sofrimento
mais a arte é visceral
surge do pobre lamento
flores no lamaçal
estamos no sertão reinante
do negro, sertanejo e retirante

Nas noites de são joão
Num romance vidas secas
O mar vai virar chão
Baleia em pleno sertão?
Cadela sem leite nas tetas

 Já disse meu primo argemiro
Aquele das bandas do rio
Que na maleita e na bravura
E na conversão de Tatarana
Consagra  a literatura 
na sagrada Sagarana

calango

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Eu gosto é de deitar na cama
E rolar com o Fernando
Pessoa que estorva,
Salva pensamento de esmola,
Revolta ainda mais a alma.

Peno do malefício de necessitar
de letras para me acalmar.

terça-feira, 27 de abril de 2010

CIGARRO

Meu amor, meu namorado.
Companheiro, era amado.
Na solidão ficava junto,
Na espera era presente.

Quase me matou,
Por pouco não me apagou.

Largo agora, meu querer
Para melhor poder viver.