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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Conversa de amigas 2

- Lala, me ensina a ser feliz?
- Eeeuu?
- É, você ensina tudo tão bem...
- Ah, para Chris!
- É sim...
- E quem te falou que eu sou feliz?
- Você sempre tá feliz, quando não está realmente tem motivo e...
- A felicidade vem de dentro!
- E como é isso?
- Ah Chris! Isso é frase para falar pra pessoa que te faz triste, não é verdade. E outra, ninguém é feliz o dia todo todo dia, pela psicologia isso não existe, é humanamente impossível.
...
- Mas quem te falou que sou feliz?
- Você, pelas suas atitudes. Se não é feliz disfarça muito bem, e é forte também.
Pensei: lá vem de novo outra pessoa com essa história que sou forte...
- Sabe, amiga, a felicidade vem de dentro sim, só depende de como você vê seus problemas, mas é lóooooogico que algumas pessoas ajudam ela chegar.
- Ai nega, eu te adoro... estou feliz agora! Viu como você ensina as coisas bem?


Mesmo que não traga felicidade, prefiro minimizar os problemas e levar a vida parcimoniosamente com amor desmedido.

Juízo de valor, Bakhtin

A construção de um juízo de valor, que é uma atribuição de valores, não esgota a experiência vivida, já que se constitui num ato individual de pensamento. O ato de pensar em caminhar enquanto se caminha dá sentido ao ato de caminhar, é constituinte desse ato, mas é um mero encadeamento formal. "Valorativo" é todo juízo que expressa valor.Submetemos um objeto ao plano valorativo do "Outro": Ele é caro para mim (eu o amo), não porque ele é bom, mas ele é bom porque é caro para mim. O amor desinteressado transforma o herói no objeto de uma tensão amorosa interessada. A forma de um juízo, que é o momento transcendente na composição de um juízo, constitui o momento da atividade de nossa razão: somos nós que produzimos as categorias de síntese.Se o juízo é desligado da unidade histórica do ato-procedimento real, e remetido para uma determinada unidade teórica, na sua faceta semântica não há lugar para o dever e para o evento real e único do ser. A tentativa de ultrapassar o dualismo é infecunda. O conteúdo isolado do ato cognitivo se desenvolve por livre arbítrio, lei autônoma que nos coloca fora do ato pela abstração, como responsáveis e individualmente ativos.