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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Essas pessoas que me povoam nem sabem o bem que seus males me fazem

Ando terrivelmente chateada com o tempo,
que insiste em me dar o troco.

Misturo e revolvo tudo o que acontece,
mas ele: o tempo,
continua aqui,
me chantageando.

Então,
rastejo,
como púrpura poeira de vento
entre céus nada navegáveis.

De verme,
passo a gente conduzida
por barco de esperança malograda.

E desde que este transporte
se quebrou na fonte
que nasce nas sombras,
cresço assim, perdida
mal vista pelos anjos.

domingo, 12 de abril de 2009

Debaixo dos seus cascos

Hoje,
domingo à noite
nesta sala quieta
desta casa quieta
nesta quieta montanha
o tempo
mais uma vez
finge estar parado
enquanto as horas
mudas
passam a galope.

Marina Colasanti ( do livro-prêmio que ganhei:)