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terça-feira, 24 de maio de 2016

Achas que peço demais?

Quero eu vida boa
sexta-feira gorda,
manhãs de sábado,
namorado perto!

Ajuda de amiga
Cachoeira no quintal
minha vozinha imortal,
mais de um Natal!

Quisera eu um dia,
pleonástico,
pai eterno
carinho de bem,
tesão desmedido,
ser muda!

Só.
Não acho que peço demais!


De tudo mesmo, sobrevive pouca coisa agora nesse instante, afinal "o frio está para a blusa, assim como nada muda."

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Conversa de amigas 2

- Lala, me ensina a ser feliz?
- Eeeuu?
- É, você ensina tudo tão bem...
- Ah, para Chris!
- É sim...
- E quem te falou que eu sou feliz?
- Você sempre tá feliz, quando não está realmente tem motivo e...
- A felicidade vem de dentro!
- E como é isso?
- Ah Chris! Isso é frase para falar pra pessoa que te faz triste, não é verdade. E outra, ninguém é feliz o dia todo todo dia, pela psicologia isso não existe, é humanamente impossível.
...
- Mas quem te falou que sou feliz?
- Você, pelas suas atitudes. Se não é feliz disfarça muito bem, e é forte também.
Pensei: lá vem de novo outra pessoa com essa história que sou forte...
- Sabe, amiga, a felicidade vem de dentro sim, só depende de como você vê seus problemas, mas é lóooooogico que algumas pessoas ajudam ela chegar.
- Ai nega, eu te adoro... estou feliz agora! Viu como você ensina as coisas bem?


Mesmo que não traga felicidade, prefiro minimizar os problemas e levar a vida parcimoniosamente com amor desmedido.

Juízo de valor, Bakhtin

A construção de um juízo de valor, que é uma atribuição de valores, não esgota a experiência vivida, já que se constitui num ato individual de pensamento. O ato de pensar em caminhar enquanto se caminha dá sentido ao ato de caminhar, é constituinte desse ato, mas é um mero encadeamento formal. "Valorativo" é todo juízo que expressa valor.Submetemos um objeto ao plano valorativo do "Outro": Ele é caro para mim (eu o amo), não porque ele é bom, mas ele é bom porque é caro para mim. O amor desinteressado transforma o herói no objeto de uma tensão amorosa interessada. A forma de um juízo, que é o momento transcendente na composição de um juízo, constitui o momento da atividade de nossa razão: somos nós que produzimos as categorias de síntese.Se o juízo é desligado da unidade histórica do ato-procedimento real, e remetido para uma determinada unidade teórica, na sua faceta semântica não há lugar para o dever e para o evento real e único do ser. A tentativa de ultrapassar o dualismo é infecunda. O conteúdo isolado do ato cognitivo se desenvolve por livre arbítrio, lei autônoma que nos coloca fora do ato pela abstração, como responsáveis e individualmente ativos.



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

sábado, 7 de março de 2015

"O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente"



Fingindo ou não
Poeto o coração
Escrever é sina
Amar é bem.

Necessidade sim.

Parca justiça
Medida de ricos
Riscos aos pobres
Morte nordestinos.

Por coisas poucas
Matam-se crianças
Abafa a esperança.

Roubos ridículos,
Desafeto aos nordestinos.

Conversa de amigas

- O que você tem, minha querida? A professora perguntou à aluna mais velha academicamente.
Em especial naquela noite, diferente das outras aulas de Literatura, estava ela com um olhar meio perdido, assim triste.

- Ando me achando tão boba, sabe?
A professora tinha no rosto uma expressão nada afirmativa. Podia-se ver o ponto de interrogação exclamado em sua face. A mulher continuava:
- Depois que comecei a fazer Letras, eu me emociono mais do que o meu normal que já era muito. Chorei, mas de soluçar mesmo, no Museu da Língua Portuguesa... Me achei ridícula! Mas aquele tanto de letras de poemas dançando na minha frente me emocionaram... ando me achando bem boboca.

- Ah minha querida! Isso é coisa de artista! Só chora no Museu quem pode, não é todo mundo que entende a beleza das palavras, a emoção de um fazer poético, o amor enfim. Minha cara, você está aqui construindo um novo olhar, automaticamente, um novo sentir, é outro nível. Jamais se sinta menos por ser tão grandiosa de alma.



Obrigada, mestre Claudinha, com toda admiração para sempre!

Revólver


Eu quis lhe matar
e assim, meu sentimento.
Queria lhe matar de próprio punho
ver sua cara de arrependimento.

Eu queria lhe bater,
esmurrar seu rosto.
Acabar por esquecer
toda a mentira que me fez viver.

Quebrar suas pernas,
desfigurar seus dentes
pra ver se você aprende
como se trata gente.

Lamaçal no deserto

o fogo apagou
a chuva caiu
Não tem mais José
Inês foi embora.

o primeiro sumiu
a segunda morreu
formo amanhã:
Deus é mais.

O ano acabou
no meio do mato
gosto de amar
malas prontas.

Se tem que partir
não tenho graça
só pago adiantado
trabalhar fez bem.

Orkut

Alisa cabelo
penteia, prende
solta, joga pro lado.
Passa maquiagem,
pega câmera
bate uma assim
outra assado
de cabeça pra baixo
meio de lado.
11, 15 fotos.
Liga USB
copia pro PC.
Vê, passa no programa
recorta, arruma imagem,
constrói uma persona,
usa máscara, mente
desmente, copia um texto ali
mexe nos amigos, chama, adiciona
e está só, sozinha, minimundo
Seja bem vinda!

Pontos de vista

Meu ponto de vista é cego
Contraria a maledicência
entra em um mundo fantástico
da realidade.

Ele é extremamente realista, isso sim.
Não sou antirromântica,
muito menos naturalista...
Não creio em determinismo.

Para preconceitos e assuntos adjacentes: meu ponto de vista é cego.

PIPOCA

Caso queira rir,
Gargalhe!
Zombe de minha metamorfose,
das mudanças extraordinárias
sentidas de forma forte, lenta,
dolorida.

Sorria para o fogo,
abane-lhe a mão
deixe-o ir.
Fique mesmo onde está
não se recicle, nem se transforme,
continue piruá.

A preferência em ser coisa inútil,
lagarta feia rastejante depende do quê?
De não querer sentir dor? Amargura?

Eu mesma prefiro o fogo que transforma
à vida sozinha sem cor e dor.

Sou pipoca.


Poeminha 2 minutos para avaliação de releitura da crônica A PIPOCA de Rubem Alves, quem se interessar, a crônica tá aqui: http://www.releituras.com/rubemalves_pipoca.asp

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

"E seu destino é ir mais longe,
tão longe, enfim, como a exata alma,
por onde se pode ser livre e isento,
sem atos além do sonho,
dono de nada."

Cecília Meireles - UM de O aeronauta.


Agora podeis tratar-me
como quiserdes.
Não sou orgulho nem vaidade
Ego, ismos, nem vontade.
Não sou trouxa alheia
Nem tenho saudade.

Sejais amenas e confiantes
Menos coisa maçante.
Sede humanas, mais amigas.
De vós, para nós.
No meu mundo não existe advérbio!
Momento esclarecido.

Sejais felizes, menos donas.
Ser companheira do nada
fortalece espírito até de
aeronauta.

05/10/2010

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

CLICK 6

E a vida ensina: se não gosta de pessoas que alteram a realidade própria com medo de ser o que pensam, sinto muito, mas tem de deixar que vivam, lá longe mesmo, no lugar delas próprias: fora do seu coração!

domingo, 9 de março de 2014

Licença, mulheres [paródia]


Quando nasci
Nenhum anjo,
fada ou querubim
Veio me anunciar
Ninguém disse nada.
Bruxas nascem de surpresa.

Cuidam da Terra
Conhecem mistérios
Natureza
Sangue Gaia

As mulheres passam cheias de lutas
Pelas casas, pelas ruas, nuas
À frente dos bondes
Pensam em parto sem dor,
Liberdade do corpo
Autonomia de vida

Se fazem, se mexem, se pensam, se vestem,
tanto faz: estereotipadas estarão.
Pra que tanto machismo, deusas?
Pergunta o meu coração.
Porém os padrões não perguntam nada.

Eu nem devia dizer
mas essa luta
mas esse feminismo
botam a gente comovida contra o machismo.

Ser desdobrável é maldição para mulheres
Vadia, libertação.
Eu sou!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Autopsicobio

O mar, coisa linda toda vida sem mandar parar, estava para brincadeira. Aceitei e ficamos lá... Ele cura até mau humor.  

Quando alguém machuca ou se fere, calculo quantos dias de mar seria preciso para curar tal feito. Outro dia, o aluno machucou o dedo com a folha de papel, calculei um dia.

Entre amigas, mau humor e poucas conversas, mergulhadas e braçadas, rolou a seguinte conversa após manhã viral ( que infecta a todos):
- Lalá, você já ouviu alguém falar que alguém "é de Lua"?
- Claro! E quem não é?
- Você...
Pensei: puutzzz... 
 
Eu tinha acabado de concluir que não iria mais deixar o mau humor me pegar, por qualquer motivo que fosse e assim, estava arrependidinha das cortadas e tiradas que fiz em três mil e novecentas pessoas num espaço de tempo pequeno de 4 horas.

A amiga concluiu gentilmente:

- Você é de mar, de maré. Hora tá lá em cima eufórica, faladeira pra de repente desabar e depois fica caladinha pensativa, como as espuminhas depois da arrebentação.
- É....?
- É Lalá, você é "de mar"... Pense assim: melhor ser de mar que de lua, você tem a desculpa da Lua influenciar suas emoções.
Complicada conversa para um pós mau humor.

Mas gostei de ser mar...trem bonito toda vida sem mandar parar!