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sábado, 7 de março de 2015

PIPOCA

Caso queira rir,
Gargalhe!
Zombe de minha metamorfose,
das mudanças extraordinárias
sentidas de forma forte, lenta,
dolorida.

Sorria para o fogo,
abane-lhe a mão
deixe-o ir.
Fique mesmo onde está
não se recicle, nem se transforme,
continue piruá.

A preferência em ser coisa inútil,
lagarta feia rastejante depende do quê?
De não querer sentir dor? Amargura?

Eu mesma prefiro o fogo que transforma
à vida sozinha sem cor e dor.

Sou pipoca.


Poeminha 2 minutos para avaliação de releitura da crônica A PIPOCA de Rubem Alves, quem se interessar, a crônica tá aqui: http://www.releituras.com/rubemalves_pipoca.asp

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